EM HOMENAGEM AOS 61 DA REVOLUÇÃO SOCIAL NA ILHA: EDITORA NOVA ANTÍDOTO RELANÇA O LIVRO "OS GENUÍNOS TROTSKISTAS E A QUESTÃO CUBANA"
quarta-feira, 1 de janeiro de 2020
domingo, 29 de dezembro de 2019
NOSSA HOMENAGEM CRÍTICA AO TITÃ DA PINTURA, CANDIDO
PORTINARI: O DIA EM QUE O JOVEM TROTSKISTA MÁRIO PEDROSA “DESCOLORIU” O ÍDOLO
DA INTELECTUALIDADE STALINISTA
Em 29 de Dezembro de 1903 nascia Candido Portinari, um dos
grandes nomes das artes plásticas brasileira. Portinari teve em toda sua
trajetória como artista um forte apelo as questões sociais, ao cotidiano da
classe trabalhadora, seus dramas, suas dificuldades, suas lutas. As questões
sociais, sempre presentes em sua obra, o influenciaram em sua vida política.
Portinari foi simpatizante do PCB, onde inclusive foi candidato a deputado
federal e a senador no final dos anos 1940. Morreu em 1953 devido a intoxicação
pelas tintas que utilizava nas telas. Ele foi o grande arauto da arte
contemporânea brasileira na década de 1940, um titã da cultura nacional.
Conforme muito bem caracterizaria Ferreira Gullar em uma série de brilhantes
artigos escritos entre 1959 e 1960, Portinari era colocado pela crítica acima
de qualquer discussão teórica ou estética. Nomes como o de Alfredo Volpi e
Milton Da Costa eram praticamente ignorados naquele momento e os artistas mais
jovens sentiam-se ainda inseguros em seguir novos caminhos estéticos que não os
que Portinari traçara para a arte pictórica brasileira. Porém o ídolo da
intelectualidade stalinista precisava ser "derrubado" para que novos
caminhos se abrissem, e o jovem trotskista Mário Pedrosa sentiu visceralmente
esta necessidade quando finalmente decidiu-se a realizar o gesto inevitável que
remodelaria inteiramente o ambiente das vanguardas modernistas no Brasil. Seu
texto crítico sobre "O Painel Tiradentes" (Obra de Portinari de 1949)
produziu um verdadeiro terremoto no ambiente da esquerda brasileira, ao
polemizar frontalmente como a escola do realismo socialista.
quarta-feira, 27 de novembro de 2019
LANÇAMENTO DO LIVRO BOLÍVIA ‘ROJO VIVO’ EM CONJUNTO COM A POLÊMICA BIOGRAFIA SOBRE RAUL SEIXAS DE JOTABÊ MEDEIROS: DUAS IMPORTANTES INICIATIVAS EDITORIAIS NA TRINCHEIRA DA RESISTÊNCIA POLÍTICA E CULTURAL
Acaba de ser lançado no Restaurante Cantinho do Frango,
tradicional reduto político-cultural da intelectualidade de esquerda do Ceará,
o livro “Bolívia em ‘Rojo Vivo”. Essa iniciativa da Editora Nova Antídoto
registra o passo a passo do golpe de estado contra o governo Evo Morales.
Condensando uma coletânea de artigos do BLOG da LBI, o livro aborda
detalhadamente o papel do imperialismo ianque no putsch que derrubou o governo
de Frente Popular, uma gestão da centro-esquerda burguesa que se mostrou
completamente impotente para enfrentar a ofensiva reacionária da direita
fascista. Esse importante livro, aborda também a intervenção da esquerda
trotskista durante os dias fatais que levaram a vitória da ação golpista
tramada pela OEA, denunciando inclusive a política do POR boliviano que se
somou as marchas da direita contra o governo Evo, comemorando sua queda como
uma vitória dos trabalhadores.
Junto com esta atividade político-cultural da Editora Nova
Antídoto, tivemos também o lançamento da biografia de Raul Seixas “Não diga que
a canção está perdida” escrita por Jotabê Medeiros, editor cultural da revista
Carta Capital. O autor levou quase dois anos para elaborar a obra, baseada em
70 entrevistas e nos diários do próprio Raul, cujos registros foram feitos em
1988, quando o cantor ainda estava vivo. Esta obra abriu a polêmica sobre a
suposta delação que Raul Seixas fez no DOPS, acusando Paulo Coelho de
“colaborar com esquerda”. O fato de duas obras serem lançadas conjuntamente
revelam o esforço em jogar luz do ponto de vista político e artístico de como
ocorreu a queda dos governos de frente popular na Bolívia e no Brasil em
diferentes épocas históricas, revelando também o papel da repressão política na
perseguição a militância de esquerda em todas as arenas da atividade militante
e cultural.
quarta-feira, 20 de novembro de 2019
LEIA A APRESENTAÇÃO DO LIVRO BOLÍVIA EM 'ROJO VIVO'

A IMPOTÊNCIA CRÔNICA E HISTÓRICA DA BURGUESIA NACIONALISTA
DE ENFRENTAR A ATUAL OFENSIVA IMPERIALISTA
EM NOSSO CONTINENTE
A colossal experiência da Revolução Socialista Russa de
1917, dirigida pelo Partido Bolchevique, demonstrou a “ferro e fogo” para os
Marxistas de todo o mundo que a burguesia nacional é historicamente incapaz de
levar adiante a resolução das tarefas democráticas, agrárias e
anti-imperialistas que exigem a ação de um novo sujeito revolucionário, e que
em face da ameaça que representa o proletariado desenvolver seu próprio projeto
de nação, a burguesia diante do perigo de ser ultrapassada historicamente,
alia-se à contrarrevolução golpista e abandona completamente o programa
“democrático, nacional e popular” que antes orgulhava-se em esgrimir para as
massas. Esta lição, abstraída em forma de programa foi elaborada na teoria da
Revolução Permanente por Leon Trotsky e comprovada por todos os acontecimentos
posteriores ao longo da luta de classes em todo o planeta. Os governos do tipo
nacionalistas burgueses dos países semi-coloniais, que ascenderam ao controle
do regime político fruto da crise capitalista, são descritos por Trotsky como
possuindo um caráter bonapartista particular, ou seja, próprio da condição de
sua classe dominante que, ao mesmo tempo em que subjuga o proletariado, está
subordinada a ela mesma e subjugada à classe dominante dos países
imperialistas. Em particular na América Latina, tanto o nacionalismo da década
de 30, como as diversas manifestações do período posterior à Segunda Guerra
Mundial, seguiram de maneira precisa o mesmo roteiro de capitulação ao imperialismo
e seus agentes locais, cuja conclusão foram a instauração dos regimes militares
dos anos 60 e 70 em quase todo continente. Mais de duas décadas da implantação
de uma política econômica dita neoliberal, que se defrontou com crescente
resistência das massas, provocou uma ruptura no interior do bloco burguês
tradicional gerando a “ressurreição” do nacionalismo burguês com uma dose maior
demagógica de “esquerda e socialista”, como foi o caso do PT brasileiro, somada
a uma intensidade de moderação no enfrentamento político com o imperialismo.
segunda-feira, 4 de novembro de 2019
quarta-feira, 4 de setembro de 2019
80 ANOS DO LIVRO “EM DEFESA DO MARXISMO”: A GRANDE BATALHA POLÍTICA E TEÓRICA DE TROTSKY NO INTERIOR DA IV INTERNACIONAL
O livro “Em defesa do Marxismo” de Leon Trotsky é uma
coletânea de cartas e documentos chaves de polêmicas dentro do Partido
Socialista dos Trabalhadores (Socialist Workers Party- SWP) dos Estados Unidos
travadas há 80 anos, iniciada exatamente em setembro de 1939. A obra começa com
uma carta de Trotsky para a James Cannon e segue com correspondências sobre a
situação da URSS na II Guerra Mundial, abordando polêmicas envolvendo o caráter
social e político do Estado Operário soviético. O debate sobre que campo se
postar em meio a luta contra o imperialismo e sua máscara “democrática” não é
novo, foi justamente nas fileiras de seu próprio partido que Trotsky travou a
última e mais importante luta política de sua vida, no sentido de dar uma
aplicação prática aos conceitos teóricos que fundamentam o programa da IV
Internacional. A seção mais importante da IV Internacional, o SWP
(norte-americano), organização que detinha uma vasta referência junto ao
proletariado industrial, foi atingida por pressões pequeno-burguesas da opinião
pública imperialista em relação à posição a ser tomada diante de uma guerra
contra a URSS. É formada no interior do SWP uma fração liderada por Max
Shachtman e James Burhnam (depois esta fração acaba por ganhar algumas seções
inteiras da IV, como no caso do Brasil, com o alinhamento de Mario Pedrosa),
que rejeitava a defesa incondicional da URSS, assim como se negava a
estabelecer uma frente única com o stalinismo neste terreno sob a justificativa
do caráter contrarrevolucionário deste último.
quarta-feira, 21 de agosto de 2019
LEON TROTSKY: UM EXEMPLO DE RESISTÊNCIA REVOLUCIONÁRIA QUE SOUBE ENFRENTAR O ISOLAMENTO POLÍTICO COMBATENDO VIGOROSAMENTE A SOCIALDEMOCRACIA E O STALINISMO
Dedicamos este artigo para homenagear o grande chefe da revolução Bolchevique,
Leon Trotsky, quando se completam os 79 anos de sua morte. Não se trata de um
“mero” ato de reverência política ou humana, mas sim do sincero reconhecimento
militante do valor revolucionário de sua vida e da sua trajetória comunista por
nossa corrente política que reivindica e aplica na práxis, dentro de suas
modestas forças, o legado do velho dirigente bolchevique, mesmo sofrendo por
isso muitas vezes o isolamento político e o ataque vil da burguesia, dos
reformistas e revisionistas, estes últimos cada vez mais adaptados a defesa da
democracia como “valor universal”. Ainda jovem Trotsky dirigiu o Soviete de
Petrogrado, depois foi fundador do Exército Vermelho, comandante da Revolução
de Outubro ao lado de Lênin e de outros camaradas valorosos. Após ser derrotado
na luta interna pelas condições históricas adversas e por limitações políticas,
ele foi expulso da URSS, percorreu o planeta na condição de opositor de
esquerda da burocracia soviética. No México, última parada de seu “exílio”,
lutou com as armas que tinhas às mãos para construir a IV Internacional, sendo
assassinado em 21 de agosto de 1940 por ordem da KGB por defender a revolução
mundial em oposição à tese do “Socialismo em um só país” aplicada por Stálin
mundo afora, responsável por sabotar e derrotar levantes proletários em nome da
coexistência pacífica com o imperialismo.
terça-feira, 7 de maio de 2019
82 ANOS DA MORTE DE GRAMSCI: A REVOLUÇÃO RUSSA E O STALINISMO NA VISÃO DO GENIAL DIRIGENTE COMUNISTA ITALIANO
Passados oitenta e dois da morte do grande comunista Antonio Gramsci em 27 de abril de 1937, é importante retornar à leitura, que em 1917, o militante sardo, então com vinte e seis anos, fez dos acontecimentos da Rússia, e também ao que dessa interpretação permaneceu em sua bagagem teórico-política mais madura como uma formulação rica em revigorar de forma principista o Marxismo. A revolução Bolchevique liderada por Lenin e Trotsky, constituiu para o jovem sardo, transplantado para Turim, um ponto de virada política, teórica e existencial, a partir do qual iniciou o amadurecimento de seu pensamento e a sua história de comunista. Para compreender como Gramsci se relacionou com a Revolução de Outubro é preciso, portanto, partir do reconhecimento de que Gramsci foi sempre, dos anos turineses às obras do cárcere, não apenas um teórico da revolução, mas um revolucionário em sua plenitude, Isso foi sublinhado pelo histórico dirigente do PCI, Palmiro Togliatti, ao afirmar: “Gramsci foi um teórico da política, mas sobretudo foi um político prático, isto é, um combatente. É preciso buscar na política a unidade da vida de Antonio Gramsci: o ponto de partida e o ponto de chegada”. Militância política como revolução, no caso de Gramsci, política como luta pela transformação socialista do mundo. Inicialmente, na vida do futuro dirigente comunista, política como rebelião ativa do proletariado. Como o próprio Gramsci recordou em uma carta, de 1924, à esposa, isto que o havia conduzido a um estado de rebelião em relação às condições sociais do seu tempo e do seu país teve origem nas dolorosas experiências pessoais, que remontavam aos anos de infância, quando (depois da prisão do pai) a família foi lançada na miséria, obrigando o pequeno Nino, ainda menino, a suspender por algum tempo a escola, ao fim do primário, para trabalhar no cartório de registro de imóveis de Ghilarza. Isto que então o tinha salvado de “tornar-se um trapo engomado”, como ele escrevia. Foi o: “Instinto da rebelião, desde menino era contra os ricos, porque não podia estudar, eu que tinha obtido dez em todas as matérias da escola primária, enquanto iam para a escola os filhos do açougueiro, do farmacêutico, do negociante de tecidos”. Já na Sardenha, porém, Antonio havia começado a ler os livros e revistas daquela cultura de oposição a Giolitti e ao giolittismo, que foi o terreno sobre o qual ele inicialmente se formou política e culturalmente. Em 1911, Gramsci se mudou para Turim, para frequentar a faculdade de Letras e Filosofia, graças a uma bolsa de estudo, suficiente apenas para sua sobrevivência. Em Turim aderiu, já antes da Grande Guerra, ao movimento socialista. Mas o seu marxismo, a sua concepção de mundo, era então muito particular: pela sua formação cultural, o marxismo do jovem Gramsci foi subjetivista, antideterminista, antieconomiscista, influenciado precisamente pelo neoidealismo e pelo bergsonismo mediado por Sorel. Um marxismo original, portanto, também ingênuo em alguma medida, baseado no primado absoluto e idealista da vontade. Não faltavam nestes anos traços importantes de uma visão dialética e antideterminista dos processos revolucionários. No artigo “Socialismo e cultura”, por exemplo, Gramsci apresentava uma definição da cultura como conquista e valorização do próprio eu e, portanto crescimento da subjetividade . Era clara, para ele, a importância nos processos de transformação, e também nas grandes revoluções – da aquisição da consciência, das ideias, dos valores. De fato, escrevia Gramsci:”Toda revolução foi precedida por um intenso e permanente trabalho de crítica, de penetração cultural, de impregnação de ideias. O último exemplo, o mais próximo de nós e por isso menos distinto do nosso, é o da Revolução Francesa. O período cultural que a antecedeu, chamado de Iluminismo, tão difamado pelos críticos superficiais da razão teórica, não foi, de modo algum, ou pelo menos não foi apenas um fenômeno de intelectualismo pedante e árido, similar ao que vemos diante de nossos olhos e que encontra sua maior manifestação nas universidades populares de baixo nível. Foi ele mesmo uma magnífica revolução, mediante a qual, como observa agudamente De Sanctis em sua Storia della letteratura italiana: “Formou-se em toda a Europa uma consciência unitária, uma internacional espiritual burguesa, sensível em todos os seus elementos às dores e às desgraças comuns, e que foi a melhor preparação para a sangrenta revolta que depois teve lugar na França”.
Passados oitenta e dois da morte do grande comunista Antonio Gramsci em 27 de abril de 1937, é importante retornar à leitura, que em 1917, o militante sardo, então com vinte e seis anos, fez dos acontecimentos da Rússia, e também ao que dessa interpretação permaneceu em sua bagagem teórico-política mais madura como uma formulação rica em revigorar de forma principista o Marxismo. A revolução Bolchevique liderada por Lenin e Trotsky, constituiu para o jovem sardo, transplantado para Turim, um ponto de virada política, teórica e existencial, a partir do qual iniciou o amadurecimento de seu pensamento e a sua história de comunista. Para compreender como Gramsci se relacionou com a Revolução de Outubro é preciso, portanto, partir do reconhecimento de que Gramsci foi sempre, dos anos turineses às obras do cárcere, não apenas um teórico da revolução, mas um revolucionário em sua plenitude, Isso foi sublinhado pelo histórico dirigente do PCI, Palmiro Togliatti, ao afirmar: “Gramsci foi um teórico da política, mas sobretudo foi um político prático, isto é, um combatente. É preciso buscar na política a unidade da vida de Antonio Gramsci: o ponto de partida e o ponto de chegada”. Militância política como revolução, no caso de Gramsci, política como luta pela transformação socialista do mundo. Inicialmente, na vida do futuro dirigente comunista, política como rebelião ativa do proletariado. Como o próprio Gramsci recordou em uma carta, de 1924, à esposa, isto que o havia conduzido a um estado de rebelião em relação às condições sociais do seu tempo e do seu país teve origem nas dolorosas experiências pessoais, que remontavam aos anos de infância, quando (depois da prisão do pai) a família foi lançada na miséria, obrigando o pequeno Nino, ainda menino, a suspender por algum tempo a escola, ao fim do primário, para trabalhar no cartório de registro de imóveis de Ghilarza. Isto que então o tinha salvado de “tornar-se um trapo engomado”, como ele escrevia. Foi o: “Instinto da rebelião, desde menino era contra os ricos, porque não podia estudar, eu que tinha obtido dez em todas as matérias da escola primária, enquanto iam para a escola os filhos do açougueiro, do farmacêutico, do negociante de tecidos”. Já na Sardenha, porém, Antonio havia começado a ler os livros e revistas daquela cultura de oposição a Giolitti e ao giolittismo, que foi o terreno sobre o qual ele inicialmente se formou política e culturalmente. Em 1911, Gramsci se mudou para Turim, para frequentar a faculdade de Letras e Filosofia, graças a uma bolsa de estudo, suficiente apenas para sua sobrevivência. Em Turim aderiu, já antes da Grande Guerra, ao movimento socialista. Mas o seu marxismo, a sua concepção de mundo, era então muito particular: pela sua formação cultural, o marxismo do jovem Gramsci foi subjetivista, antideterminista, antieconomiscista, influenciado precisamente pelo neoidealismo e pelo bergsonismo mediado por Sorel. Um marxismo original, portanto, também ingênuo em alguma medida, baseado no primado absoluto e idealista da vontade. Não faltavam nestes anos traços importantes de uma visão dialética e antideterminista dos processos revolucionários. No artigo “Socialismo e cultura”, por exemplo, Gramsci apresentava uma definição da cultura como conquista e valorização do próprio eu e, portanto crescimento da subjetividade . Era clara, para ele, a importância nos processos de transformação, e também nas grandes revoluções – da aquisição da consciência, das ideias, dos valores. De fato, escrevia Gramsci:”Toda revolução foi precedida por um intenso e permanente trabalho de crítica, de penetração cultural, de impregnação de ideias. O último exemplo, o mais próximo de nós e por isso menos distinto do nosso, é o da Revolução Francesa. O período cultural que a antecedeu, chamado de Iluminismo, tão difamado pelos críticos superficiais da razão teórica, não foi, de modo algum, ou pelo menos não foi apenas um fenômeno de intelectualismo pedante e árido, similar ao que vemos diante de nossos olhos e que encontra sua maior manifestação nas universidades populares de baixo nível. Foi ele mesmo uma magnífica revolução, mediante a qual, como observa agudamente De Sanctis em sua Storia della letteratura italiana: “Formou-se em toda a Europa uma consciência unitária, uma internacional espiritual burguesa, sensível em todos os seus elementos às dores e às desgraças comuns, e que foi a melhor preparação para a sangrenta revolta que depois teve lugar na França”.
quarta-feira, 27 de março de 2019
55 ANOS DO GOLPE MILITAR NO BRASIL: LIVRO LANÇADO PELA LBI ANALISA AS RAZÕES POLÍTICAS E ECONÔMICAS DA IMPOSIÇÃO DA DITADURA ASSASSINA NO BRASIL
Passados 55 anos do terrível golpe militar que impôs à nação 21 anos de ditadura, em nossa modesta homenagem aos que tombaram ou foram torturados pelos facínoras a serviço do capital, reafirmamos a vigência do Marxismo-Leninismo, a necessidade da construção do partido revolucionário e a manutenção da estratégia da guerra de classes para sepultar o modo de produção capitalista em todos os seus “formatos” políticos e institucionais, denunciando inclusive os que aceitam as reparações ofertadas pelo Estado capitalista como corresponsáveis por encobrir o caráter reacionário da democracia dos ricos. Nesse sentido voltamos a publicar o livro “Há 40 anos do golpe militar de 1964: O recrudescimento da repressão política a serviço da acumulação capitalista”, contendo como apêndice o artigo de Victor Serge “O Problema da ilegalidade”.
APRESENTAÇÃO
Apresentamos aos nossos leitores uma abordagem marxista de um sinistro acontecimento ocorrido há quarenta anos: o golpe de Estado contra-revolucionário de 1964, seguido por um violento regime militar, que retardou por décadas o desenvolvimento da luta de classes e agravou enormemente o parasitismo imperialista sobre o Brasil.
terça-feira, 18 de dezembro de 2018
terça-feira, 14 de agosto de 2018
A EDITORA NOVA ANTÍDOTO PARABENIZA A LIGA BOLCHEVIQUE
INTERNACIONALISTA PELA MEMORÁVEL EDIÇÃO ESPECIAL COMEMORATIVA DO JORNAL LUTA
OPERÁRIA CELEBRANDO OS 80 ANOS DE FUNDAÇÃO DA IV INTERNACIONAL!
1938/2018 - VIVA OS 80 ANOS DA FUNDAÇÃO DA IV INTERNACIONAL!
No ano de 1938, na pequena cidade de Périgny, França,
realizou-se o Congresso de Fundação da IV Internacional. Leon Trotsky (que
viria a ser assassinado no mês agosto de 1940, pelo agente stalinista
infiltrado Ramón Mercader), impedido de estar presente na conferência de
fundação, o dirigente Bolchevique enviou uma saudação em forma de mensagem
gravada. Antes disso, décadas se passaram de amadurecimento da cisão política
no interior do movimento revolucionário internacional. As duras polêmicas entre
Trotsky e Stalin, representavam no fundo posições de classes sociais
antagônicas, e remontam os anos 23/24, quando a tese Marxista (até então
majoritária entre os Bolcheviques, e vigorosamente defendida por Lenin e
Trostky) da necessidade da continuidade da revolução proletária no plano
internacional para o triunfo da Revolução Russa, começa a perder espaço para a
doutrina reacionária da possibilidade de construir o “socialismo em um só
país”. Diante do refluxo do movimento revolucionário internacional após a
derrota da Revolução Alemã de 1919, essa palavra de ordem, defendida por
Stalin, gradativamente ganha espaço entre a burocracia do Partido Comunista
russo e também no próprio Movimento Comunista Internacional. Trotsky,
intransigente em seu programa do internacionalismo proletário, organiza com
seus partidário, em 1923, a Oposição de Esquerda, que se opunha a nascente
burocracia soviética,uma casta parasitária das relações de produção
semi-socialistas vigentes na URSS, analisando como produto de suas bases
materiais o atraso econômico e a pobreza ainda predominante na Rússia. Menos de
dez anos depois, os chamados Trotskistas são expulsos da III Internacional
(Comintern), já dominada pelos partidários da burocracia Stalinista. Trotsky
apesar do extremo isolamento político não vacila em fundar uma nova
Internacional da classe operária, e apesar de reunir menos de 30 delegados, o
congresso de Périgny lança a IV Internacional com a sólida base do Programa de
Transição. Apesar dos céticos e "aparatistas" duvidarem da
sobrevivência da IV, em função de suas reduzidíssimas forças militantes (cerca
de 50 Quadros políticos contra mais de 50 mil dirigentes Stalinistas), a frágil
Internacional se estendeu até os dias de hoje, na forma de seu legado
revolucionário. Os anos anteriores de divergências políticas entre Lenin e
Trotsky não impediram o dirigente maior da URSS de reconhecer, em suas últimas
palavras aos bolcheviques o papel extraordinário do "Velho Leon": “O
camarada Stálin, tendo chegado ao Secretariado Geral, tem concentrado em suas
mãos um poder enorme, e não estou seguro que sempre irá utilizá-lo com suficiente
prudência. Por outro lado, o camarada Trotsky, segundo demonstra sua luta
contra o CC em razão do problema do Comissariado do Povo de Vias de
Comunicação, não se distingue apenas por sua grande capacidade. Pessoalmente,
embora seja o homem mais capaz do atual CC, está demasiado ensoberbecido e
atraído pelo aspecto puramente administrativo dos assuntos.” (Testamento de
Lenin/ janeiro de 1923).
sábado, 12 de maio de 2018
LANÇAMENTO DA EDITORA NOVA ANTÍDOTO E “PUBLICAÇÕES LBI”: UM LIVRO PARA A NOVA GERAÇÃO RESGATAR O “VELHO” MARX DAS GROSSEIRAS FALSIFICAÇÕES REVISIONISTAS ACERCA DO “GRUNDRISSE”
ÍNDICE
PREFÁCIO
HÁ 200 ANOS NASCIA KARL MARX: UMA VIDA DEDICADA A ELABORAR O
PROGRAMA COMUNISTA DO PROLETARIADO MUNDIAL
CAPÍTULO 1
A GÊNESE DA ELABORAÇÃO
DE MARX
CAPÍTULO 2
O MANIFESTO COMUNISTA COM ENGELS
CAPÍTULO 3
DESAFIOS PRÁTICOS E TEÓRICOS DA FORMULAÇÃO DO PROGRAMA
ECONÔMICO
CAPÍTULO 4
O REAL SIGNIFICADO DOS “GRUNDRISSE”
CAPÍTULO 5
EM DEFESA DA PRÁXIS REVOLUCIONÁRIA
POSFÁCIO
“O CAPITAL” COMPLETA 150 ANOS: VIDA LONGA A TEORIA
REVOLUCIONÁRIA DO MARXISMO LENINISMO
APÊNDICE
DISCURSO DIANTE DO TÚMULO DE KARL MARX
Frederich Engels (17 de Março de 1883)
quinta-feira, 4 de janeiro de 2018
sexta-feira, 8 de dezembro de 2017
terça-feira, 28 de novembro de 2017
NOSSA HOMENAGEM AO GRANDE REVOLUCIONÁRIO COMUNISTA FRIEDRICH
ENGELS QUANDO CELEBRAMOS SEU NASCIMENTO!
Em 28 de novembro 1820 nascia Friedrich Engels na cidade de Barmen, Alemanha. Jovem foi morar na Inglaterra a pedido de sua família burguesa, exatamente para comandar uma fábrica do clã em Manchester. Por "ironia" da história foi em contato direto com a classe operária que se converte as ideias do socialismo, e que logo depois ajudou a "lapidar". Neste período elabora seu primeiro clássico: "A situação da classe trabalhadora na Inglaterra", escrito em 1845. Nesta época tem o seu primeiro contato pessoal com Karl Marx, em Paris onde já residia seu grande companheiro de vida e de combates teóricos e práticos ao lado do proletariado. Engels ao lado de Karl Marx, estabeleceram as bases programáticas da luta pelo Socialismo Científico. Em sua homenagem publicamos o texto de Lenin em que o dirigente Bolchevique enaltece a figura desse genial teórico revolucionário e coautor do Manifesto Comunista. O texto que reproduzimos abaixo foi elaborado por Lenin que sempre atribuiu à obra de Engels uma importância fundamental. Expressou-a de modo particularmente incisivo no final do artigo que em 1914 escreveu sobre Marx “Para apreciar corretamente as concepções de Marx, é absolutamente preciso tomar conhecimento das obras do seu mais próximo companheiro e colaborador, Friedrich Engels. É impossível compreender o Marxismo e dar dele uma exposição completa sem ter em conta todas as obras de Engels”. Em momentos de profundo retrocesso político e ideológico entre a vanguarda militante, a LBI faz essa justa homenagem a Engels, um verdadeiro farol teórico e político para o proletariado mundial em sua luta pela Revolução Comunista e a Ditadura do Proletariado!
domingo, 26 de novembro de 2017
sexta-feira, 3 de novembro de 2017
quinta-feira, 26 de outubro de 2017
100 ANOS DA REVOLUÇÃO DE OUTUBRO: O BOLCHEVISMO VIVE! A
EDITORA NOVA ANTÍDOTO NA TRINCHEIRA POLÍTICA E IDEOLÓGICA DA LUTA
REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES!
Nós Trotskistas celebramos os 100 anos da Revolução de
Outubro de uma maneira muito especial, própria, defensista-revolucionária. Como
herdeiros políticos do criador e comandante do Exército Vermelho, jamais fomos
apologistas da então URSS burocratizada pelo stalinismo, porém sempre nos
postamos como defensores incondicionais do Estado operária soviético mesmo
degenerado até o fim de seus dias, na última das barricas de agosto de 1991.
Trata-se da posição nos legada por Trotsky em sua vida militante, como dirigente
da URSS, membro da Oposição de Esquerda e depois fundador da IV Internacional.
Por essa razão não nos admiramos que no centenário da tomada do poder pelo
Partido Bolchevique em 1917, a burguesia não descanse em propagandear na mídia
mundial vendida que o “comunismo morreu”, tentando para sempre espantar o
espectro da sociedade sem classes defendida cientificamente por Marx e Engels.
Se os capitalistas não se casam em tripudiar a obra de Lênin, Trotsky e do
proletariado soviético com argumentos reacionários próprios das classes
dominantes, a intelectualidade de “esquerda” (na verdade socialdemocrata) não
fica distante, mesmo a que se reivindica “marxiana”. Em um terreno supostamente
“mais elaborado” também é em geral crítica da experiência soviética, sempre que
pode repudia em suas “cátedras” ou blogs o leninismo por seu “modelo” de
partido “totalitário” comandado por “chefes infalíveis”, disciplinado de forma
militar, dividido hierarquicamente entre “dirigentes e dirigidos”, uma conduta
que supostamente segundo esses cretinos “esmagou a energia revolucionária do
proletariado” pavimentando o caminho da ditadura sobre o proletariado. O
centralismo democrático, pilar mestre do Partido Bolchevique que garantiu a
vitória de Outubro, é apresentado como um câncer burocrático responsável em
última instância, segundo esses pústulas, pelo surgimento da URSS como um
verdadeiro “cárcere dos povos”. Esses senhores chegam a identificar o Leninismo
com o stalinismo apesar de toda luta política e programática que o dirigente
maior bolchevique levou no fim da vida contra a burocratização do Partido e do
Estado, com revela seu Testamento Político. Por seu turno, os revisionistas do
Trotskismo, apesar de comemorarem formalmente a vitória de Outubro, não
souberam defendê-la quando atacada pelo bloco restauracionista comandado por
Yelstin em agosto de 1991, ao contrário, se postaram no campo do imperialismo
aplaudindo a queda do Muro de Berlim e o fim da URSS como uma “vitória
revolucionária” porque esse “acontecimento histórico” debilitaria o aparato
stalinista mundial. Aliás, “Muro” que estes renegados passaram décadas
repetindo como papagaios da furibunda reação capitalista que se tratava da
“vergonha” mundial da esquerda stalinista, uma propaganda voltada a atacar a
própria URSS. Ainda hoje celebram o fim da “Cortina de Ferro” atuando em
uníssono com o capital, desta forma ajudaram a arrancar as conquistas operárias
históricas de um terço da civilização humana, na destruição da URSS e em mais
de uma dezena de Estados Nacionais onde a economia foi socializada com a
extinção do mercado. Como se observa, defender Outubro hoje não se trata de um
gesto formal, de olhar de forma saudosista o passado há 100 anos atrás, mas de
forjar na atualidade a militância revolucionária com consciência de classe para
defender a vigência ideológica, política e programática do Partido Leninista e
o futuro comunista da humanidade, que hoje marcha a passos largos rumo a
barbárie. Nesta questão encontra-se o grande desafio dos genuínos Trotskistas hoje,
que mesmo isolados em função da ofensiva ideológica, política e cultural em
curso patrocinada pelo imperialismo mantém-se firmes na defesa de Outubro e da
construção do Partido Mundial da Revolução Proletária!
quinta-feira, 19 de outubro de 2017
terça-feira, 17 de outubro de 2017
sexta-feira, 6 de outubro de 2017
50 ANOS DO ASSASSINATO DE CHE: ISOLADO POR FIDEL E
ABANDONADO PELO PARTIDO COMUNISTA DA BOLÍVIA, GUEVARA TOMBA COM LIVRO DE
TROTSKY EM SUA MOCHILA
Ernesto Guevara foi covardemente assassinado em 8 de outubro de 1967, na Bolívia, pela sanguinária ditadura de Barrientos. Depois de o executarem, os gorilas assassinos a serviço do imperialismo cortaram suas mãos e sumiram com seu corpo, tentando apagar qualquer vestígio de sua existência sobre a face da terra. Porém, a memória dos oprimidos foi mais forte do que a sanha assassina dos exploradores. Cinquenta anos depois, o exemplo do homem, que deixou cargos e honras para sacrificar sua própria vida em outro país, lutando para expandir a revolução socialista, continua vivo e agiganta-se na medida em que a barbárie capitalista arrasta as massas à miséria e coloca na ordem do dia a luta pelo socialismo em todo o mundo. Che Guevara levava em sua mochila e lia, nos últimos meses de sua vida, quando combatia na Bolívia, uma cópia de um dos tomos da História da Revolução Russa, de Trotsky, livro este encontrado pelo exército boliviano no acampamento guerrilheiro. Anos antes ele havia lido a trilogia de Isaac Deutscher sobre o fundador da IV Internacional. Isto mostra o interesse que Guevara tinha em conhecer mais a obra do revolucionário russo e dirigente da Revolução de Outubro, ainda que não se declarasse simpático ao trotskismo, apesar da burocracia stalinista soviética tê-lo acusado de tal “heresia”. Che morreu isolado por Fidel e abandonado pelo Partido Comunista da Bolívia, um política literalmente criminosa do Stalinismo mundial. Ressaltamos esses aspectos por que neste momento em que o Império ianque volta a fazer provocações contra Cuba, exigindo a saída de seus embaixadores do país, o legado do Che vigora como um guia revolucionário para as novas gerações de combatentes internacionalistas.
terça-feira, 19 de setembro de 2017
LEIA A APRESENTAÇÃO DO LIVRO “TESES TROTSKISTAS ACERCA DA
GUERRA IMPERIALISTA CONTRA A LÍBIA” PUBLICADO EM 2011 PELA LBI E AGORA
DISPONIBILIZADO PELA EDITORA NOVA ANTÍDOTO
APRESENTAÇÃO
Resolvemos publicar as "Teses trotskistas acerca da
guerra imperialista contra a Líbia" quando ainda não se decidiram os rumos
finais do conflito travado no norte da África entre o exército nacional líbio e
os "rebeldes" a serviço da CIA, apoiados pelas forças piratas da
OTAN. Ousamos fazê-lo porque compreendemos o lançamento das próprias Teses como
parte do combate teórico e político travado pela LBI, desde o primeiro momento
político do conflito, em defesa da vitória militar na nação oprimida atacada pelo
imperialismo.
A ofensiva das grandes potências capitalistas se acentua por
terra e ar na medida em que o povo líbio e as forças que apóiam o regime
nacionalista de Kadaffi impõem derrotas militares aos "insurretos"
nas principais cidades líbias. Essa realidade vem pondo a nu, a cada dia que
passa, a escandalosa posição dos revisionistas do trotskismo que vendem a
investida imperialista como parte da mal chamada "revolução árabe",
mas não conseguem explicar porque estes supostos "revolucionários",
sem apoio popular, sobrevivem apenas porque recebem suporte econômico e militar
da Casa Branca e seus sócios da União Europeia. Em nome do combate a
"ditadura sanguinária de Kadaffi" os revisionistas alinham-se
integralmente às investidas políticas e militares do imperialismo, travestido
de paladino da "democracia".
As Teses sintetizam as bases teóricas e políticas da
orientação defendida pela LBI até agora na guerra em curso e apontam que uma
vitória militar da Líbia contra a agressão colonialista da OTAN teria um enorme
impacto na luta de classes em nível mundial, questionando o domínio
imperialista em todo o planeta! Por isso estamos no campo militar da Líbia e
pela sua vitória, com total independência política de Kadaffi, lutando por
derrotar o inimigo principal dos povos. Este é no momento o principal teste
ácido da luta de classes por que atravessamos neste século XXI e prova o quanto
as correntes pseudotrotskistas renegam o abc do marxismo, o que revela o enorme
retrocesso político e ideológico que se abateu no interior da vanguarda
militante desde a queda da URSS e a liquidação contrarrevolucionária do Muro de
Berlim. Estamos vendo e vivendo o clímax desse processo de adaptação da
"esquerda" à democracia burguesa e por isso o combate da LBI, mesmo assumindo
a modéstia de nossas forças, ganha um vulto ainda mais importante.
O livro "Teses trotskistas acerca da guerra
imperialista contra a Líbia" está divido em três tópicos. O primeiro
"Em defesa da vitória militar da Líbia sobre a OTAN" é composto pelas
Teses propriamente ditas e artigos elaborados pela LBI sobre a necessidade da
unidade de ação para derrotar as forças imperialistas. O segundo tópico
"Demarcando campo com o nacionalismo burguês" está integralmente
dedicado a nossa denúncia das concessões feitas por Kadaffi ao imperialismo e
ao próprio caráter de classe do regime líbio, incapaz por sua própria natureza
de classe de levar uma luta consequente contra o imperialismo. Nesse ponto nos
delimitamos dos stalinistas e chavistas que dão apoio político a Kadaffi, sem
no entanto nos somarmos à campanha dos piratas capitalistas para imporem um
regime servil aos seus interesses políticos e econômicos como faz todo o arco
revisionista, inclusive aqueles que formalmente se dizem contra a intervenção
da OTAN. Desta forma, demolimos os "argumentos" daqueles que nos
acusam de forma infame de "capitular a Kadaffi" simplesmente por
reconhecermos as conquistas populares que ainda sobrevivem neste país do
Magreb, produto do próprio movimento de corte nacionalista que depôs a
arquirreacionária monarquia em 1969, conquistas reais que o imperialismo deseja
liquidar com a agressão colonialista em curso. Por fim, no ponto "Polêmica
com a esquerda reformista", expomos o combate que a LBI, a primeira
organização política a caracterizar os "protestos" em Benghazi como
uma ação orquestrada pela CIA, vem travando com as diversas variantes dos
revisionistas do trotskismo (LIT, POR, LCI...) até o maoísmo, em um debate que
só fortaleceu o que vimos defendendo desde o primeiro momento no conflito,
quando nos opomos a esses ventríloquos da grande mídia burguesa que saudaram as
"manifestações" na Líbia como uma "revolução" e levantam
histericamente o "Abaixo Kadaffi" fazendo coro com a Casa Branca e
seus aliados imperialistas europeus.
Temos orgulho de nossa posição principista que honra o
legado de Trotsky. Ao publicar as Teses a "pequena" LBI entende que
está dando uma importante contribuição para auxiliar a vanguarda militante a
ter uma justa compreensão da difícil etapa histórica por que atravessamos e das
tarefas que temos pela frente. Ao mesmo tempo, em contraposição a toda
propaganda contra o leninismo, levada a cabo não só pela mídia burguesa, mas
também desde o interior da própria "esquerda", reafirmamos nas Teses
a necessidade da adoção de um programa revolucionário que possa armar a
militância comunista teoricamente para erguer um genuíno partido
marxista-leninista, reconstruindo a IV Internacional.
Os Editores
Abril 2011
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SUMÁRIO
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APRESENTAÇÃO
I- EM DEFESA DA VITÓRIA MILITAR DA LÍBIA SOBRE A OTAN
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Teses trotskistas acerca da guerra imperialista contra a
Líbia
É possível ser anti-imperialista apoiando os
"rebelados" pró-OTAN?
Verdades e mentiras sobre o regime vigente na Líbia
Defesa incondicional da nação líbia diante da ocupação
imperialista
Casa Branca e ONU tramam derrubada
"revolucionária" de Kadaffi
Mobilizações pró-imperialistas "sacodem" a Líbia
II- DEMARCANDO CAMPO COM O NACIONALISMO BURGUÊS
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É possível derrotar as forças do imperialismo alimentando
falsas ilusões no regime de Kadaffi?
Chávez põe as "barbas de molho" diante da ofensiva
imperialista mundial
Os métodos torpes com que Kadaffi defende a Líbia da
agressão imperialista
III- POLÊMICA COM A ESQUERDA REFORMISTA
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É possível ocorrer uma "revolução" utilizando as
armas da OTAN e coordenada por Barak Obama? Os canalhas do PSTU e da LIT dizem
que sim!
Os "amigos" de Obama, da contra-revolução no
Oriente e da restauração capitalista em Cuba
É possível defender a Líbia dos ataques imperialistas
proclamando-se ao mesmo tempo "Contra a intervenção da OTAN" e pelo
"Abaixo Kadaffi"?
A Nova Democracia não sabe de que lado ficar em meio à
ofensiva imperialista na Líbia
Com a morte de Guillermo Lora, o POR (Brasil) perde de vez o
fio e o prumo do programa revolucionárioquarta-feira, 13 de setembro de 2017
LEIA A APRESENTAÇÃO DO LIVRO “LIÇÕES DE OUTUBRO” ESCRITA POR
LEON TROTSKY
É PRECISO ESTUDAR OUTUBRO
(Setembro de 1924)
Se é verdade que na Revolução de Outubro tivemos sorte,
outro tanto não se poderá dizer do seu lugar na nossa literatura. Ainda não
dispomos de uma única obra que dê um quadro geral da revolução de Outubro,
fazendo sobressair os seus principais momentos do ponto de vista político e
organizativo. Além disso, ainda não foram editados os materiais que
caracterizam os diferentes aspectos da preparação da revolução ou a própria
revolução. Publicamos muitos documentos e materiais sobre a história da
revolução e do Partido, antes e depois de Outubro; todavia, especificamente a
Outubro, consagra-se muito menos atenção. Realizado o golpe de força, parece
que decidimos nunca mais ter que o repetir; parece que não esperávamos uma
utilidade direta do estudo de Outubro e das condições da sua preparação
imediata, quanto às tarefas urgentes de organização ulterior.
segunda-feira, 11 de setembro de 2017
LEIA A APRESENTAÇÃO DO LIVRO “MARXISMO E TERRORISMO” DE LEON TROTSKY CUJA SEGUNDA EDIÇÃO FOI PUBLICADA PELA EDITORA NOVA ANTÍDOTO
LEON TROTSKY E O 11 DE SETEMBRO
(11/09/2002)
(11/09/2002)
O 11 de Setembro conseguiu conquistar um fato inédito na história do chamado movimento trotskista internacional ao longo dos últimos 50 anos, qual seja, a unanimidade (ou quase, a exceção ficou por conta da LBI) monolítica à condenação do ataque ao Pentágono e às Torres Gêmeas, onde se localizava a sede da agência da CIA em New York, "pequeno detalhe" omitido completamente. Invocando o velho bolchevique, os bastardos do trotskismo, os mesmos que enlameiam a bandeira da IV Internacional nos mastros da frente popular, logo se apressaram em prestar solidariedade às vítimas "inocentes", alvos da sanha "criminosa" de bárbaros muçulmanos que recorrendo aos métodos do "terrorismo individual" teriam provocado a fúria do grande império, trazendo enormes prejuízos aos seus "planos" políticos de ascenderem os degraus do Estado "democrático" pela via do sufrágio universal. Estes revisionistas de todos os matizes, nem sequer envergonharam-se em somar ao coro do governo Bush e sua frente "antiterror" na condenação do ataque militar sofrido pelos EUA em 11 de setembro.
domingo, 27 de agosto de 2017
O LIVRO "QUESTÕES DO MODO DE VIDA" ESCRITO POR LEON TROTSKY EM 1923 E IMPRESSO NO ANO DE 2004 PELAS PUBLICAÇÕES LBI SERÁ EM BREVE RELANÇADO PELA EDITORA NOVA ANTÍDOTO! AGUARDEM!
Apresentamos aos nossos leitores mais um clássico da
literatura marxista, “Questões do Modo de Vida”, escrito por Leon Trotsky,
então Comissário do Povo para o Exército e a Marinha da URSS, em 1923. A
princípio, pode parecer estranho que Trotsky, dirigente político e militar da
Revolução de Outubro, detenha alguma preocupação teórica sobre um tema
aparentemente secundário, como os hábitos e costumes do proletariado. No
entanto, se esta questão adquiriu tamanha importância foi devido às
contradições e conflitos sociais, resultantes da situação gerada pelo "comunismo de guerra". Para enfrentar as conseqüências da guerra civil, o
Estado operário soviético se viu obrigado, em 1921, a adotar a NEP, com o
objetivo de acabar com a política de requisições forçadas no campo,
incentivando, através de medidas de mercado, o desenvolvimento da indústria e
do comércio, e estimulando os interesses dos pequenos proprietários em meio à
uma economia arrasada. Foram anos duros para a revolução, ainda mais
considerando o seu grau de isolamento internacional, já que a onda
revolucionária na Europa no pós-guerra, principalmente com o esmagamento da
revolução alemã, tinha sido derrotada pela contra-revolução. Se a NEP era
economicamente necessária para o soerguimento das forças produtivas,
politicamente era perigosa à revolução, porque ampliava o fosso de
desigualdades sociais e econômicas entre os ‘kulaks’ (camponeses ricos) e os
‘biedniaks’ (camponeses pobres), fazendo nascer os ‘nepmen’, novos burgueses.
Na cidade, o melhor da vanguarda proletária tinha sido liquidada na guerra
civil. A NEP fez surgir uma nova classe operária, oriunda do campesinato e
totalmente carente de qualquer tradição política revolucionária. Constatou-se
que esta jovem classe operária, sensível à influência dos nepmen que oferecia
um modelo de vida (enriquecimento individual e o gosto pelo lucro)
completamente estranho aos ideais de Outubro, tinha um baixo nível de
consciência de classe, além de não ter uma vanguarda com tradições bolcheviques
que lhe educasse política e ideologicamente; pelo contrário, nas fábricas, os
elementos mais conscientes eram presas fáceis do stalinismo, já em ascensão.
Preocupado com esta situação, Trotsky defendeu o que se passou a chamar de
‘militantismo cultural’, isto é, um amplo trabalho organizacional dirigido a
compreender e clarificar os problemas das diversas esferas da vida do
comportamento das massas russas: família, religião, alcoolismo, sexo, relação
entre os sexos, opressão feminina etc., no sentido de desenvolver nas massas
uma consciência de classe dos objetivos da revolução e, desse modo, dotá-las de
valores e ideais baseados na solidariedade e na camaradagem. Esta ação foi
chamada oficialmente de ‘Pérestroika Byta’, ou Reconstrução do modo de vida.
Como o próprio Trotsky afirma no livro: ‘A história não dá gratuitamente, se
faz um desconto numa coisa, sobre a política, vai recuperá-lo por outro lado,
sobre a cultura. Quanto mais fácil foi (relativamente, entende-se) ao
proletariado russo fazer a revolução, tanto mais difícil será a construção
socialista. Apesar do modo de vida ter suas raízes na economia, ele não evolui
com a mesma velocidade em que esta é radicalmente transformada, por isso,
costuma refletir as tradições conservadoras do passado mais do que a do presente.
Tanto na política, como na economia, a intervenção da classe operária para
resolver suas tarefas históricas se dá através de sua vanguarda, o partido
revolucionário, mas quando se trata do domínio de sua vida cotidiana, ela
pulveriza-se nas células familiares, por isso também é que o alcance das
conquistas da revolução para modificar a maneira de pensar e agir do
proletariado tem um efeito retardado. Para minimizar e corrigir esta defasagem
ideológica entre o que a história permitiu politicamente, a conquista do
primeiro Estado operário do planeta, e o peso do atraso cultural e das
tradições conservadoras nas relações sociais das massas russas, Trotsky foi
impulsionado a escrever a brochura “Questões do Modo de Vida”, a partir do
material colhido das discussões e entrevistas com um grupo de agitadores e
propagandistas de Moscou que lhe respondeu uma série de perguntas sobre o modo
de vida das massas pós-revolução, material reproduzido na íntegra no livro lançado inicialmente pelas Publicações LBI em dezembro de 2004. A conclusão desse debate consiste
na compreensão de que o trabalho para o fortalecimento das bases econômicas
planificadas do Estado exige também um trabalho simultâneo e complementar, numa
relação dialética, para mudar a forma de pensar e agir da classe operária, sem
precisar opor uma tarefa contra a outra, como se fossem excludentes. Ao
contrário de criar uma ‘cultura proletária’ de laboratório como queria Stálin,
era necessário conhecer o modo de vida das massas para poder transformá-lo por
meio do militantismo cultural, dedicado à sua educação política a partir de
pequenas coisas, como lhes ensinar noções de higiene, alfabetizá-las,
aproximá-las das artes e da cultura produzida pela humanidade etc. Ao mesmo
tempo, em seu livro, Trotsky combate a influência reacionária da Igreja sobre
as relações familiares, o alcoolismo como mal capitalista para embotar a
consciência de classe, incentiva a audiência ao cinema pelas massas, critica a
submissão da mulher como simples acessório masculino etc. Só um burocrata é capaz
de negligenciar os detalhes práticos de um problema porque ignora que projetos
grandiosos exigem atenção aos pequenos detalhes. Passados 94 anos da publicação
desta obra, é impressionante o grau de atualidade que ainda guarda.
Infelizmente, parte da esquerda que se diz revolucionária está longe de forjar
uma consciência de classe para fortalecer ideologicamente a vanguarda
militante, transformando seus militantes em verdadeiros soldados da revolução,
justamente porque já capitulou política e programaticamente, ao colar-se à
cauda de todas as variantes da democracia burguesa e do nacionalismo vulgar.
Nesse sentido, também esses setores são incapazes de combater ideologicamente a
burguesia. É comum constatarmos o caráter pequeno burguês desse tipo de militância,
acostumada a colocar seus interesses pessoais acima das tarefas e disciplinas
partidárias; prostituem o marxismo e renunciam ao leninismo, abraçando uma
militância ‘light’ somente nas horas livres, obedientes ao calendário festivo
da ‘esquerda’. Também são freqüentes casos de militantes que se casam sob as
bençãos do clero e o silêncio criminoso de suas correntes ‘revolucionárias’,
reproduzindo o modelo burguês de família e casamento. A Editora Nova Antódoto espera que o relançamento do livro “Questões do Modo Vida”, há tempos esgotado no
Brasil, contribua efetivamente para que a vanguarda combativa apreenda as
lições deixadas pelo proletariado soviético e seu velho dirigente, Leon
Trotsky. Que esta iniciativa sirva para superar os limites que suas direções reformistas
impõem aos ativistas classistas para abraçar a militância revolucionária na
gigantesca tarefa de forjar o partido revolucionário, a IV Internacional, única
organização capaz de destruir a atmosfera de opressão espiritual e reação
ideológica, imposta pelo imperialismo assassino após a queda da URSS.
sábado, 26 de agosto de 2017
NOVA TIRAGEM PELA EDITORA NOVA ANTÍDOTO EM PARCERIA COM AS
PUBLICAÇÕES LBI DO RARÍSSIMO LIVRO DE TROTSKY "A SITUAÇÃO REAL DA
RÚSSIA" ESCRITO EM 1929. ADQUIRA SEU EXEMPLAR!
A obra que oferecemos aos leitores foi impressa no Brasil no
ano de 1932 com o título "A Verdade sobre a Rússia", encontrando-se
esgotado há muitas décadas nas livrarias do país. O texto, originalmente
publicado no ano de 1929 sob o título "A situação real da Rússia"
foi o primeiro livro de Trotsky escrito no exílio, na ilha turca de Prinkipo. A
republicação dessa obra busca resgatar os escritos que expuseram, pela
primeira vez ao mundo, as críticas de Trotsky e da Oposição Unida à
burocratização imposta por Stálin na URSS.
segunda-feira, 21 de agosto de 2017
quarta-feira, 16 de agosto de 2017
“O CAPITAL” COMPLETA 150 ANOS: EDITORA NOVA ANTÍDOTO DESEJA VIDA
LONGA A ESSA OBRA TEÓRICA REVOLUCIONÁRIA DO MARXISMO LENINISMO!
Em 16 de agosto de 1867 Marx finaliza a elaboração do
primeiro tomo de “O Capital”, após anos de pesquisa e reflexão teórica. É um
período em que Marx estreita seus vínculos com o movimento operário, então
norteado por teses anarco-economicistas que não conseguiam explicar com
profundidade toda a dinâmica do regime capitalista, desde o mundo do trabalho
até o acúmulo de riquezas das classes dominantes. Nesta época envia uma carta
breve e comovente a Frederich Engels como um tributo ao seu novo trabalho intelectual:
“Se foi possível, devo-o apenas à você. Sem seus sacrifícios em meu favor eu
jamais teria conseguido realizar o imenso trabalho exigido pelos três tomos. Eu
cumprimento-o com enorme gratidão”. Sem sombra de dúvida uma contundente
demonstração de camaradagem militante de Marx, que rejeitava qualquer
"título" ou vaidade acadêmica de "brilhantismo". O Capital
cuja influência sobre a história contemporânea da luta de classes é
incalculável, desperta desde o fim do século XIX uma polêmica teórica permanente
sobre a sua natureza. Mas no que consiste precisamente a essência das teses
contidas no “Capital”? É uma obra econômica? É um texto filosófico? É o
nascedouro da sociologia moderna ou uma plataforma científica para a política
revolucionária do proletariado? Para Marx, a economia política se distingue da
ciência clássica, ou seja , uma ciência que se transformou em ideologia. A
evolução da economia política foi interrompida e ela se desviou da via
científica, pois permaneceu prisioneira dos preconceitos e das ideias da classe
dominante da sua época, a classe burguesa. É em decorrência da própria lógica
da economia política clássica, que teria conduzido obrigatoriamente à
condenação do modo de produção capitalista, ao desvelamento de suas
contradições, descoberta de seu caráter transitório e ao prenúncio de seu fim,
que os economistas burgueses não foram capazes de levar a termo a obra de Adam
Smith e de Ricardo, e que a escola clássica de economia política começou a se
desagregar. Ao efetuar a crítica da economia política, Marx combinou
simultaneamente três elementos distintivos, primeiramente analisar o
funcionamento da economia capitalista, dissecando suas contradições e mostrando
o quanto a ciência econômica oficial é incapaz de dar conta destas e de explicá-las.
Analisando as teorias dos economistas burgueses, revelando suas contradições,
insuficiências e equívocos, localizando suas raízes em sua função ideológica,
em relação à sociedade burguesa. E por fim, analisou a luta de classe entre
capitalistas e trabalhadores, de maneira a encarnar a evolução econômica e
ideológica nos homens concretos, que fazem sua própria história, em última
instância, através das condições objetivas da luta de classes. O “Capital” não
pretende explicar todas as sociedades humanas, passadas e futuras. Ele se
contenta, mais modestamente, em explicar apenas a sociedade predominante há
quatro séculos: a sociedade burguesa, e desta forma apontar uma nova
perspectiva histórica para a humanidade. Para poder elucidar o funcionamento do
modo de produção capitalista, Marx é obrigado a localizar a origem das
“categorias econômicas” (mercadoria, valor, dinheiro, capital), cuja gênese
está na sociedade pré-capitalista. Ele é obrigado, portanto, a exercer o ofício
de historiador, a prover também os elos fundamentais para a compreensão das
sociedades pré-capitalistas. Marx não pode analisar as contradições do modo de
produção capitalista com justeza sem, com isso, dar à classe trabalhadora um
instrumento de luta poderoso, sem intervir, por essa razão, ativamente nesta
luta de classes e sem procurar orientá-la a um objetivo preciso: a derrubada do
regime de produção capitalista.
terça-feira, 15 de agosto de 2017
LBI DISPONIBILIZA O ARQUIVO COMPLETO DAS EDIÇÕES DO
JORNAL LUTA OPERÁRIA NO SITE DA EDITORA NOVA ANTÍDOTO!
Através de um amplo trabalho de pesquisa e resgate estamos começando a disponibilizar para nossos leitores as diversas edições do Jornal Luta Operária, porta-voz oficial da LBI. As edições mais antigas serão escaneadas e publicadas no site em breve. Os camaradas e leitores que desejarem colaborar com esse arquivo histórico revolucionário entrem em contato conosco: editoranovatidoto@gmail.com
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