quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

KARL MARX: QUANDO O JOVEM HEGELIANO JÁ ERA MARXISTA NA TEORIA DA ALIENAÇÃO


O termo teórico “alienação”, em um sentido mais geral, corresponde a separação dos indivíduos de si mesmos e dos outros socialmente. Originalmente, era um termo com conotações filosóficas e religiosas, mas o genial Marx, em seus Manuscritos econômico-filosóficos de 1844, o transformou em um conceito “sociológico” científico, considerando que um departamento humano tinha raízes em estruturas sociais que negou à pessoa sua natureza humana essencial que foi feita no trabalho.  Desde que seja uma atividade criativa e realizada em cooperação.  Portanto, o processo de produção é um processo de “objetificação”, através do qual os homens fazem objetos materiais que incorporam a criatividade humana e, no entanto, permanecem como entidades separadas de seus criadores. A alienação ocorre então, quando o homem histórico não é mais reconhecido em seu produto, uma vez objetivado, ele se torna estranho a ele, “não é mais seu” e se opõe a ele como um “poder autônomo".  A objetificação, no entanto, só se torna alienação nas circunstâncias históricas específicas do capitalismo, como uma etapa do desenvolvimento das forças produtivas da humanidade. Nesta sociedade de classes são os capitalistas que se apropriam dos produtos criados por outros, o proletariado. Esta é, em síntese, a origem da alienação.  Pode-se afirmar, nesse ponto, que Marx via a alienação como um estado subjetivo, como uma categoria estrutural que descrevia as disposições sociais e econômicas do capitalismo, e não mais como abstração imaterial de seus colegas hegelianos de “esquerda” idealistas.

domingo, 19 de janeiro de 2020

PARCERIA ENTRE EDITORA NOVA ANTÍDOTO E LIVRARIA CULTURA 


Uma parceria firmada entre a Editora Nova Antídoto e a Livraria Cultura garantirá aos leitores interessados em obras sobre Marxismo e política revolucionária adquirir livros lançados pela LBI. O primeiro trabalho já disponível na Livraria Cultura é o livro “Um breve ensaio da gênese do programa de Marx sobre a economia capitalista” escrito pelo jornalista Candido Alvarez. Em breve outras obras da Editora Antídoto também estarão disponíveis na Livraria Cultura.


quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

LIVRO SOBRE OS CONFLITOS NO ORIENTE MÉDIO, UMA OBRA VISIONÁRIA DA EDITORA NOVA ANTÍDOTO: "DE TRÍPOLI A TEERÃ - AS PROVOCAÇÕES TERRORISTAS CONTRA A SÍRIA SÃO A SEGUNDA ESCALA DA OFENSIVA IMPERIALISTA"


Em meados de 2011, quando estavam sendo travados os combates na Líbia entre as milícias populares que apoiavam o coronel Kadaffi e os “rebeldes” auxiliados pelos bombardeios da OTAN, o imperialismo já patrocinava os mercenários terroristas que hoje tentam desestabilizar o governo da oligarquia Assad. Tanto que neste período lançamos um alerta que as novas “manifestações” patrocinadas pelo imperialismo eram um pretexto para o incremento de provocações contra a Síria. Com a derrota do regime nacionalista líbio e ascensão dos títeres do CNT após o assassinato de Kadaffi, em outubro, esta escalada ganhou ainda mais impulso. Como explicamos a época, o regime da oligarquia Assad, por seu apoio ao Hezbollah e a luta contra o Israel, não era um aliado totalmente confiável aos EUA como a Jordânia ou a Arábia Saudita, ainda que tivesse prestado valorosos serviços a Casa Branca. Hoje, o imperialismo publicamente já reconhece que vem enviando armas pesadas e munições aos mercenários do “Exército Livre da Síria” e os treinados na Turquia, Catar e Arábia Saudita. Vários contingentes de “ex-rebeldes” líbios se encontram na Síria para apoiar os ataques ao governo e o exército nacional sírio. Ao avançar contra a Síria, o imperialismo deseja derrubar ou neutralizar o regime Assad para chegar em melhores de condições de combate contra o seu principal alvo na região, o Irã, atual alvo da provocação imperialista com o assassinato do general Suleimani. O processo de desestabilização do governo de Bashar Al Assad por parte do imperialismo e de Israel, através do apoio a grupos internos “rebeldes” tribais arquirreacionários, representa a tentativa da Casa Branca de alterar completamente a chamada geopolítica do Oriente Médio, colocando sob seu controle não só a Síria, mas avançando em sua ofensiva sobre o Hezbollah no Líbano e, caso tenha sucesso nesta empreitada neocolonialista, assentando as bases para um ataque militar ao Irã, já que não conseguiu o apoio interno necessário para debilitar o regime nacionalista comandado por Armadinejad. Nesse cenário dramático e polarizado como a guera em curso entre Irã e EUA, é que relançamos o livro “De Trípoli a Teerã: As provocações terroristas contra a Síria são a segunda escala da ofensiva imperialista”.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

EM HOMENAGEM AOS 61 DA REVOLUÇÃO SOCIAL NA ILHA: EDITORA NOVA ANTÍDOTO RELANÇA O LIVRO "OS GENUÍNOS TROTSKISTAS E A QUESTÃO CUBANA"


Relançamos o livro "Os genuínos trotskistas e a questão cubana" para celebrar os 61 anos da Revolução na Ilha. Ele aborda a importância histórica de defender o Estado operário cubano das investidas do imperialismo. A revolução vitoriosa em 1959 dirigida por Fidel e Che arrancou a pequena ilha das garras dos grandes monopólios ianques, transformando um país que era literalmente um prostíbulo da burguesia norte-americana em uma nação que anos depois rompeu com o jugo da dominação da cadeia de espoliação capitalista, garantindo a seu povo conquistas históricas como educação pública, gratuita e um dos sistemas de saúde mais avançados do planeta. Nem os mais de 50 anos de criminoso bloqueio econômico fizeram ruir essas conquistas que permanecem socialmente vigentes para o proletariado, apesar das imensas dificuldades que impõe a Cuba até hoje. O legado teórico de Trotsky nos ensinou que era preciso defender incondicionalmente a URSS, apesar dos erros e traições de Stalin. Hoje, com Cuba fazemos o mesmo. Ainda que tenhamos críticas à direção do PCC, jamais nos somamos ao imperialismo e sua corja arquirreacionária nos ataques ao Estado operário; pelo contrário, sempre estivemos na linha de frente da sua defesa, não apenas como "amigos de Cuba", mas acima de tudo como internacionalistas proletários e defensores do socialismo científico como alternativa à barbárie capitalista que ameaça a existência da própria humanidade. Acreditamos que somente a mobilização internacionalista da classe operária poderá fazer frente aos planos do império para aniquilar totalmente a enorme referência mundial da revolução cubana. Por isso não devemos depositar nenhuma confiança nos "acordos" amistosos com os chefes "democratas" dos estados terroristas. A trágica lição abstraída da guerra da Líbia, onde Kadaffi "confiou" nos abutres imperiais europeus que logo em seguida devastaram seu país, deve servir como um farol revolucionário para a vanguarda classista do proletariado mundial na defesa de Cuba.