sexta-feira, 10 de junho de 2011

LIVRO SOBRE OS CONFLITOS NO ORIENTE MÉDIO, UMA OBRA VISIONÁRIA DA PARCERIA NOVA ANTÍDOTO E PUBLICAÇÕES LBI: "DE TRÍPOLI A TEERÃ - AS PROVOCAÇÕES TERRORISTAS CONTRA A SÍRIA SÃO A SEGUNDA ESCALA DA OFENSIVA IMPERIALISTA"


Em meados de 2011, quando estavam sendo travados os combates na Líbia entre as milícias populares que apoiavam o coronel Kadaffi e os “rebeldes” auxiliados pelos bombardeios da OTAN, o imperialismo já patrocinava os mercenários terroristas que hoje tentam desestabilizar o governo da oligarquia Assad. Tanto que neste período lançamos um alerta que as novas “manifestações” patrocinadas pelo imperialismo eram um pretexto para o incremento de provocações contra a Síria. Com a derrota do regime nacionalista líbio e ascensão dos títeres do CNT após o assassinato de Kadaffi, em outubro, esta escalada ganhou ainda mais impulso. Como explicamos a época, o regime da oligarquia Assad, por seu apoio ao Hezbollah e a luta contra o Israel, não era um aliado totalmente confiável aos EUA como a Jordânia ou a Arábia Saudita, ainda que tivesse prestado valorosos serviços a Casa Branca. Hoje, o imperialismo publicamente já reconhece que vem enviando armas pesadas e munições aos mercenários do “Exército Livre da Síria” e os treinados na Turquia, Catar e Arábia Saudita. Vários contingentes de “ex-rebeldes” líbios se encontram na Síria para apoiar os ataques ao governo e o exército nacional sírio. Ao avançar contra a Síria, o imperialismo deseja derrubar ou neutralizar o regime Assad para chegar em melhores de condições de combate contra o seu principal alvo na região, o Irã. O processo de desestabilização do governo de Bashar Al Assad por parte do imperialismo e de Israel, através do apoio a grupos internos “rebeldes” tribais arquirreacionários, representa a tentativa da Casa Branca de alterar completamente a chamada geopolítica do Oriente Médio, colocando sob seu controle não só a Síria, mas avançando em sua ofensiva sobre o Hezbollah no Líbano e, caso tenha sucesso nesta empreitada neocolonialista, assentando as bases para um ataque militar ao Irã, já que não conseguiu o apoio interno necessário para debilitar o regime nacionalista comandado por Armadinejad. Nesse cenário dramático e polarizado é que lançamos o livro “De Trípoli a Teerã: As provocações terroristas contra a Síria são a segunda escala da ofensiva imperialista”.