RELANÇADO: "TESES TROTSKISTAS ACERCA DA OCUPAÇÃO MILITAR
IANQUE SOBRE O IRAQUE", FOLHETO DA EDITORA NOVA ANTÍDOTO E DAS PUBLICAÇÕES LBI DE ABRIL DE 2003 VOLTA EM EDIÇÃO AMPLIADA!
Não são poucas "as vozes" que saudaram como
progressiva a queda de Saddam Hussein sob as mãos do imperialismo anglo-ianque.
Com ângulos distintos de análise mas com traços do mesmo conteúdo reacionário,
desde os revisionistas do trotskismo até os "falcões" da Casa Branca,
mais uma vez conformou-se a "Santa Aliança" também ungida na queda do
Muro de Berlim e no ataque ao Pentágono e às Torres Gêmeas do WTC. Os arautos
da democracia burguesa afirmam que agora as massas iraquianas se livraram da "ditadura
sanguinária" de Saddam Hussein e estão em melhores condições para lutar
contra a ocupação imperialista. Na mesma linha política, concluem que a vitória
militar imperialista foi produto exclusivamente de dois fatores: 1) as massas
iraquianas não defenderam militarmente seu país, porque não estavam dispostas a
manter vivo o regime de Saddam Hussein; 2) o triunfo militar anglo-ianque era
inevitável devido à imensa superioridade bélica sobre o Iraque, portanto, não
adiantava "resistir" no campo militar, cabendo unicamente
"protestar" contra a guerra nos principais países do mundo ocidental.
Estas duas "teses" que se entrelaçam, levantadas pela maioria da
esquerda mundial, "ignoram" completamente os próprios fatos concretos
das primeiras duas semanas da incursão imperialista no território iraquiano.
Como reféns da opinião pública pequeno-burguesa "democratizante", os
revisionistas acham mais "fácil" repetir o "senso comum"
veiculado pelos órgãos de comunicação a serviço do capital e seus interesses
políticos e ideológicos. Em franca oposição à "Santa Aliança", nós,
os marxistas revolucionários, declaramos bem alto: sim, era possível derrotar
militarmente o imperialismo anglo-ianque nesta guerra de rapina. Levantamos
desde o primeiro momento a consigna de "vitória militar ao Iraque"
porque acreditávamos no enorme potencial de luta das massas árabes e
iraquianas, apesar de não depositarmos nenhuma confiança no regime burguês
nacionalista de Saddam Hussein, sempre propenso a um acordo com os bandidos
imperialistas, como o pactuado em 91, toda essa análise condensada no livro relançado pela Editora Nova Antídoto.
